Capuccino vegano: conheça a criação de um membro da Pier

Aqui na Pier nós adoramos contar histórias de membros. Sabemos que a nossa comunidade é formada por pessoas especiais que têm muito a compartilhar, por isso trazemos hoje a história do Caio Carvalho para você conhecer.  

O Caio é de Belo Horizonte e é membro da Pier desde o primeiro dia em que começamos a oferecer seguro para aparelhos android. “Fui roubado no começo de 2019 e, quando comprei outro telefone, decidi que teria um seguro para não passar pelo mesmo estresse novamente. Encontrei a Pier através de pesquisas, percebi que é uma empresa com uma comunidade ativa e resolvi que seria o seguro que eu gostaria de fazer”, conta. 

Além de membro da comunidade, o Caio também é empreendedor. Ele criou a L´Harmonie, uma marca de capuccino vegano feito com coco e muito amor, exatamente como a gente gosta. Experimentamos em nossa visita a BH e, além de todo carinho no processo de produção, também fomos conquistados pelo sabor do cappuccino. 

Um pouco sobre veganismo

Antes de contar a história do Caio e sua marca de capuccino vegano, vamos falar sobre veganismo. Segundo definição da Vegan Society, o veganismo é um modo de viver que exclui, na medida do que pode ser praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra animais, não apenas na alimentação, mas no vestuário e outras esferas de consumo. Com relação à alimentação, veganismo e vegetarianismo estrito são similares.  

Estudo do Ibope

Um levantamento do IBOPE Inteligência conduzido em abril de 2018 mostrou que 14% da população brasileira se declara vegetariana. São quase 30 milhões de pessoas ou um grupo maior que as populações da Austrália e Nova Zelândia. Para a Sociedade Vegetariana Brasileira, dos cerca de 30 milhões de vegetarianos no Brasil, cerca de 7 milhões seriam veganos. 

A pesquisa também mostrou o crescimento rápido no interesse por produtos veganos entre a população em geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declarou que consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço que os produtos que estão acostumados a consumir (60%). Nas capitais, esta porcentagem sobe para 65%.

A idéia do capuccino vegano

A ideia de criar um capuccino vegano surgiu quando o Caio e seu sócio decidiram abrir um negócio. “No início íamos criar uma marca de camisetas voltadas para treino, porém a idéia não andava. Um dia ele me disse que talvez houvesse outra possibilidade. Ele estava fazendo um cappuccino fit que era muito gostoso. Daí começamos a testar diferentes receitas até chegar à uma que nos fez dizer: “Meu Deus, essa receita está uma delícia!”.”

Ele conta que foi aí que eles decidiram realizar uma pesquisa na UFMG e na Savassi, uma região de BH, para verificar a percepção das pessoas sobre o capuccino. “Tivemos uma nota média de 4.8 em 5 na qualidade do produto e decidimos que deveríamos começar a produzir.”

Ser Vegan

Para Caio, o veganismo hoje surge quase que como uma contracultura de um modelo que é extremamente dependente de produtos de origem animal e danoso ao meio ambiente. “Se tornar vegano significa ser limitado a somente 20% de um supermercado inteiro, mas é um movimento que vem crescendo e esta proporção tende a aumentar”, explica ele, citando que novos produtos veganos estão surgindo em lugares nunca antes imaginados, até mesmo em grandes cadeias de produção de hamburger.

“Para pessoas que têm interesse em aderir, eu acho importante que seja algo gradual, tanto por conta do lado psicológico quanto para o corpo. É importante entender quais as substituições que você vai fazer e ir fazendo aos poucos. Conheço pessoas que se tornaram veganas da noite para o dia, mas vejo também muita gente que fez isso e voltou atrás.”

Dificuldades e desafios

Na Pier, entendemos as dificuldades habituais que aparecem quando algo novo surge no mercado. A gente compreende quando o Caio conta que eles também passam por desafios todos os dias. E nos orgulhamos ao ver que um membro da Pier resolveu acreditar e ir em busca de seus sonhos.

“Como somos muito pequenos, tudo que fazemos é uma dificuldade, desde encontrar novos fornecedores, resolver contratos ou encontrar leads de venda, já que não era até então a área em que tínhamos mais experiência.”

Antes de criar a marca, o Caio trabalhava na área de finanças. “Fui trainee de uma grande empresa,  mas não conseguia me encontrar ali. Depois de 2,5 anos na empresa eu resolvi que precisava procurar outras coisas para fazer, então pedi demissão, fiz uma viagem estilo mochilão de 6 meses e, quando voltei, decidi que queria abrir um negócio.”, diz.

Um pouco mais sobre o capuccino

Segundo Caio, o retorno das pessoas não poderia ser melhor com relação ao capuccino. “Nossos clientes raramente são pessoas veganas, muitos são vegetarianos ou até mesmo pessoas onívoras. O que acontece é que o cappuccino acaba agradando aos que querem ter uma alimentação mais natural, que possuem alguma intolerância à lactose ou que simplesmente tomam porque acham muito gostoso!”, conta.

As perspectivas no médio prazo para a marca são positivas e o Caio e seu sócio querem aumentar o MarketShare entrando em novos mercados fisicamente. “Estamos começando um modelo para entrar em mais lojas ao redor do país. Também queremos começar a participar de feiras em outros estados e criar novos produtos”. Hoje eles atendem apenas através do site ou instagram

Para terminar esta história (que está apenas começando na verdade), a gente queria dizer que tem certeza que o Caio vai longe, pois tudo que é feito com amor, respeito e honestidade dá frutos. Agradecemos a este mineirinho pela receptividade e ficamos felizes em poder contar a sua história por aqui!


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