Gabriella Siggia: Ela responde por nossas parcerias essenciais

Gabriella Siggia, a Gabi, transita por diversas áreas da Pier e é responsável pelas parcerias e novos negócios essenciais que fazemos. O olhar aguçado para negócios e o interesse genuíno por pessoas, ela traz desde a época da faculdade, quando se interessou pelo mercado de cupcakes, teve sua primeira experiência profissional, e fez grandes amizades.

De muitos amigos, um grande amor e intensas paixões profissionais, já enfrentou diversos desafios que a ajudaram ter o perfil empreendedor e humano que tem hoje. Na Pier, acabou inaugurando a nossa “semana da plenitude”, que oferecemos a todos que começam a trabalhar por aqui para que possam aproveitar alguns dias e deixar a ansiedade no passado.

“Eu nasci em São Paulo, mas morei 2 anos quando era pequena em Indaiatuba, interior. Lembro que era feliz lá, mas voltei para São Paulo e passei praticamente toda a vida aqui. Por coincidência um dos meus grandes amigos da faculdade estudou comigo em Indaiatuba! É muito interessante como a vida é feita de reencontros! Sempre que ela traz alguém de volta é para acontecer algo especial. Este ano, saindo de casa, me descobri como uma pessoa família. O almoço de domingo na casa dos meus pais virou sagrado (risos), descobri o que é de fato tempo de qualidade, e como me faz bem passar tempo com a família. Tenho uma irmã e prima que são meus xodós e espero a semana para chegar domingo e vê-las!.”, conta.

A Gabi demorou até descobrir a sua vocação, só sabia que queria fazer intercâmbio. Os pais, protetores, achavam que era muito nova e que deveria esperar um pouco. Então foi para o cursinho e foi lá que conheceu Pietro, seu namorado e melhor amigo, com quem está junto há quase 10 anos. Depois de muitas aulas perdidas, muitas conversas de corredor e orientação vocacional, finalmente ela decidiu por Economia e, depois de muita ansiedade e nervosismo, entrou na USP.

A faculdade foi um período muito importante para essa mulher de grande determinação e cara de menina doce: as grandes amizades e o desejo de deixar pequenas marcas trouxeram algumas nuances de quem é hoje. “Foi durante a faculdade que descobri o que é respeitar o espaço individual dentro de um relacionamento (ou qualquer um). O Pietro também entrou na USP, só que em outro curso. A gente queria ficar junto, mas aproveitar tudo que a faculdade tinha para oferecer: das festas aos amigos do próprio curso, e sempre tentamos manter a relação independente, para não privar o outro de nada de que não quiséssemos ser privados. Aí descobrimos, quase sem perceber, o que era confiança, respeito e empatia.”, conta ela. 

Das primeiras experiências profissionais ao intercâmbio no Canadá


O desejo do intercâmbio que nunca havia ido embora começava a criar mais forma. Para juntar dinheiro, Gabi teve a primeira experiência profissional: um trabalho temporário, no final de ano. Trabalhou como vendedora e era comissionada. “Foi aí que eu descobri que era capaz de ficar 12 horas em pé (risos). Também comecei a ter contato com o público e eu queria realmente achar aquela roupa especial que deixasse as pessoas felizes. Lembro que era Natal e uma mulher queria uma calça, mas tinha que fazer a barra. Eu sugeri da minha mãe fazer a barra e vendi a calça para a mulher (risos). No final, minha mãe, não muito contente, me ensinou a fazer a barra e eu que acabei fazendo (risos).”

Com aquele sonho jovem de fazer algo diferente, a Gabi foi para o centro acadêmico onde teve sua primeira experiência empreendedora.“Queria deixar algo bacana para a faculdade e tivemos a ideia de montar uma mesa de doces onde as pessoas compravam e colocavam dinheiro no cofrinho. A mesa cresceu e acabou criando vida própria e deve estar lá até hoje! Até debates tivemos com a direção da faculdade por causa da mesa e os alunos não abriam mão de jeito nenhum (risos)!”  

Foi aí que ela conheceu a sua minha primeira paixão profissional, a confeitaria, e começou neste mundo de cupcakes. “Era algo viciante, do estudo das receitas e técnicas à relação artística da confeitaria. Me sentia energizada quando preparava os cupcakes, vendia e hoje tenho consciência de que ali foi a minha primeira experiência empreendedora. A adrenalina era a mesma que senti em outros momentos da minha carreira.”

Gabi conseguiu juntar o dinheiro e, com ajuda dos pais, chegou o desejado intercâmbio em Vancouver, no Canadá. A experiência durou 7 meses. “Queria me cuidar sozinha, trabalhar em língua inglesa, conhecer novas culturas e um novo país. Foi maravilhoso, quase fiquei lá (risos).”

Do Itaú a Pier

Quando voltou para o Brasil, ela conseguiu um trabalho no Itaú como estagiária. De férias aguardando o retorno com a efetivação, uma amiga a procurou: “Ela falou que estava indo para a Stone, uma startup que ninguém conhecia e que tinha tudo a ver comigo. Depois de uma entrevista nada fácil e bastante diferente, me enviaram um email com 3 missões: explicar por que eu agregaria à empresa, um case e a leitura de um livro. Me senti desafiada e resolvi encarar, mas a ideia não era ir. Terminada a apresentação, recebi uma proposta no mesmo dia. Ia ganhar 70% do que receberia no Itaú, mas não tinha mais jeito, aceitei na hora. A Stone foi a minha segunda paixão profissional”. E de fato ficou lá quase 3 anos. 

Na Stone passou por várias áreas e missões. Viu uma empresa de 50 pessoas chegar a 1.500 em 2 anos, a aquisição da Elavon, e a Stone fazer muitas vezes o impossível. Em suas palavras, mérito inquestionável das pessoas que dão o sangue pela empresa. “Só quem passou por lá pode entender a paixão e intensidade que era a Stone. E a intensidade era em tudo: acertos, erros, aprendizados. Quando entrei tinha um acordo comigo mesma, a cada 6 meses eu avaliava se a Stone ainda me fazia feliz. E renovei feliz 4 vezes. Nesses quase três intensos anos, a empresa mudou e eu mudei, e millennial que sou, senti que precisava de um novo desafio.” 

Foi aí que depois de conversar com algumas empresas e conhecidos, ressurgiu um amigo que havia trabalhado junto na época da Stone com um convite para trabalhar na Ticket. “Fez muito sentido para mim naquele momento. Queria conhecer uma multinacional e ver o que um ambiente organizado e tradicional poderia me ensinar. E, da mesma forma que a Stone me fez quem sou hoje, a Ticket me ensinou lições muito valiosas que carrego em mim. Só que as oportunidades não esperam e nem as pessoas. Sabe aquela amiga que me levou para a Stone? Ela surgiu de novo, só que dessa vez, apresentando o Igor (CEO da Pier).”

Desconfiada e mais madura, dessa vez, a Gabi chegou cheia de perguntas. “ A Pier era boa demais para ser verdade, além de culturalmente ser tudo o que eu acredito, como business fazia todo sentido (risos)”. Foi aí que surgiu sua terceira e grande paixão profissional, paixão que parece transbordar de seu olhar e suas palavras.

Semana da plenitude

Sem perceber, a ansiedade que muitas vezes atrapalhou a Gabi no passado acabou ajudando a tangibilizar um dos pontos mais fortes da cultura da Pier: a Plenitude. “Estava preparada para começar, mas acharam que eu não havia descansado o suficiente, pois havia pulado de uma empresa para a outra. Sou de fato bastante ansiosa e tiveram muita sensibilidade de perceber isso. Era dezembro de 2018.

Então propuseram não uma, mas duas semanas da plenitude para eu descansar. Fui descobrir só depois pelo Meda (como chamam o CEO Igor Mascarenhas) que fui a primeira, a fundadora da “semana da plenitude”. É muito legal saber que a cultura ganhou reforço depois disso. Desde então, todos que entram no time da Pier ganham uma semana remunerada para não trabalhar e buscar a sua plenitude antes de começar suas missões!”.

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