O sinistro de carro é um evento que costuma exigir a intervenção da seguradora. Por isso, é muito importante se informar sobre o assunto para lidar da melhor forma possível caso isso aconteça com você.
E sabendo da importância disso tudo, fizemos este post para te explicar, de forma simplificada e objetiva, o que é um sinistro de veículo e os principais tipos que podem ocorrer. Boa leitura!
O que é sinistro de veículo?
Um sinistro de veículo acontece diante de uma ocorrência ou acidente que cause danos ao veículo ou a terceiros. Isso pode incluir colisões, furtos, roubos, enchentes e incêndios, que resultem em prejuízos materiais ao seu automóvel.
Mas é importante ressaltar que a cobertura tenha sido contratada previamente como garantia na apólice do seguro.
Quais são os tipos de sinistro de carro?
Entender os diferentes tipos de sinistros de carro é essencial para saber como proceder em caso de danos ao veículo.
Esses sinistros são classificados com base na extensão dos danos e nas condições do incidente, influenciando diretamente a forma como o seguro do carro será acionado e as providências a serem tomadas. Entenda quais são:
- Colisão: danos causados ao veículo segurado, por um impacto contra outro veículo ou objeto. Tombamento ou capotamento do veículo são classificados como colisão;
- Roubo: crime previsto no artigo 157 do Código Penal Brasileiro e consiste na perda da posse do veículo, geralmente com emprego de violência. Obrigatório realizar Boletim de Ocorrência com a polícia;
- Furto: crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Caracteriza-se pela perda da posse do veículo e cujo desaparecimento ocorreu sem a presença do proprietário. Obrigatório realizar Boletim de Ocorrência com a polícia;
- Enchente: danos causados ao veículo segurado, provenientes de águas de chuvas ou alagamento de rios e lagos;
- Incêndio: danos causados ao veículo segurado, provenientes de incêndio. A origem pode ser externa ou interna (causada por componentes do próprio veículo).
Para todos os sinistros acima citados, o prejuízo ao veículo pode ser parcial ou total: o que vai determinar a classificação é o custo do reparo, definido em vistoria dos danos realizada em uma oficina especializada.
Se o custo for inferior a 75% da garantia contratada para o veículo, será tratado como perda parcial. Se igual ou superior a 75%, será tratado como perda total.
Mas, o que significa uma perda parcial ou perda total?
Sinistro com perda parcial
O sinistro com perda parcial ocorre quando o veículo sofre danos que podem ser reparados, mas que não compromete integralmente a sua estrutura ou funcionamento.
Isso pode incluir arranhões, amassados, quebras de vidros ou outros danos que não inviabilizam o uso do carro após a ocorrência.

Sinistro com perda total
Já o sinistro com perda total se dá quando os danos ao veículo são tão extensos que a sua recuperação torna-se inviável ou economicamente inviável.
Nesses casos, o carro é considerado irrecuperável ou o custo de reparação supera o valor de mercado do veículo. Dessa maneira, é necessário acionar o seguro para receber a indenização devida ou a substituição do automóvel.
E se o carro sinistrado tiver perda total, como proceder?
Se o seu carro for declarado com perda total, informe a seguradora sobre o sinistro e forneça todos os detalhes necessários, como data, hora, local e circunstâncias do incidente.
Depois, prepare a documentação exigida pela seguradora, que pode incluir o Boletim de Ocorrência (B.O.), o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), RG, CPF e comprovante de residência, entre outros documentos do veículo.
Na sequência, a seguradora irá agendar uma vistoria para avaliar os danos e confirmar a perda total. Eles podem enviar um perito ao local onde o veículo está ou solicitar que você leve o carro a uma oficina credenciada.
E, uma vez confirmada a perda total, a seguradora calculará a indenização com base no valor de mercado do seu veículo na Tabela Fipe para fazer o pagamento da indenização.
Como proceder em caso de sinistro de automóvel?
Vamos falar sobre como proceder em cada tipo de ocorrência ou acidente, a fim de evitar problemas e facilitar as tratativas. Bora lá?
Colisão
A primeira coisa a fazer é certificar-se de que todos os ocupantes estão seguros. Se necessário, preste os primeiros socorros ou chame uma ambulância.
Se a colisão envolveu outro veículo ou bens de terceiros, é muito importante fazer anotação detalhada dos envolvidos, como nome e telefone, além de fotos e dados do automóvel ou dos bens danificados (bicicleta, muro, guard rail, fachadas, etc.).
Isso vai facilitar muito a análise de seu processo.
Se o veículo não tiver condições de rodar, acione a assistência do seu seguro, que disponibilizará o serviço de guincho para remover até uma oficina especializada.
Caso contrário, procure uma oficina especializada para que seja realizado orçamento dos danos constatados no acidente e, em seguida, avise a sua seguradora.
Depois, aguarde a definição sobre o tipo de perda constatada (parcial ou total), quando receberá orientação específica de procedimento.
Roubo ou furto
Registrar, através de um Boletim de Ocorrência Policial, o roubo/furto do veículo, e logo em seguida notifique a sua seguradora — posteriormente, a empresa vai avisar quais documentos devem ser apresentados para que você receba o seu reembolso.
Enchente
Muito importante quando constatar a entrada de água em seu veículo, é não fazer o funcionamento do motor, isso pode causar mais danos. Acione a assistência da seguradora, que disponibilizará o guincho para remover o veículo até uma oficina especializada.
Aguarde, então, a definição sobre o tipo de perda constatada (parcial ou total), quando receberá orientação específica de procedimento.
Incêndio
Sendo constatado princípio de incêndio no veículo, se estiver em movimento, pare imediatamente e mantenha em segurança as pessoas próximas, fazendo com que se afastem do veículo.
Se tiver possibilidade e desde que não coloque em risco a integridade física de pessoas, acione o equipamento de combate ao foco de incêndio. E, havendo a necessidade, ligue para o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Com a situação sob controle, acione a sua seguradora, que deverá disponibilizar o serviço de guincho para conduzir o veículo até uma oficina especializada.
Aguarde a definição sobre o tipo de perda constatada (parcial ou total) e, a partir daí, você receberá a orientação específica para dar sequência ao procedimento.
Saiba mais: Como contratar um seguro de carro
Como acionar a seguradora em caso de sinistro?
Para acionar a sua seguradora em caso de sinistro do carro, ligue para o número de emergência da sua seguradora, forneça todas as informações solicitadas, como a descrição do acidente, data, hora, local e detalhes dos envolvidos.
Quando solicitarem o envio de documentos, certifique-se de tê-los à mão para agilizar o processo. A quantidade da documentação exigida pode variar conforme a seguradora e o tipo de sinistro, mas costuma ser:
- B.O.;
- Fotos do acidente;
- Cópia da CNH (Carteira Nacional de Habilitação);
- CRLV.
Como funciona a vistoria de danos?
A vistoria de danos é um serviço solicitado pela seguradora. Ela tem como objetivo avaliar a extensão dos danos ao veículo para determinar a cobertura.
Para isso, especialistas vão verificar todos os aspectos mencionados no relatório de sinistro e também vão tirar fotos para documentar a condição do carro.
Com base na avaliação, o perito elaborará um relatório detalhado, indicando se os danos são passíveis de reparo ou se o veículo é considerado perda total.
Se os danos forem reparáveis, a seguradora aprovará o orçamento para os reparos. Se for perda total, procederá com a indenização conforme explicamos abaixo.
Como funciona o pagamento da indenização?
Após a confirmação do sinistro do carro e a avaliação dos danos, a seguradora verifica se o evento está coberto pela apólice contratada.
Em casos de perda total, a indenização é calculada com base no valor de mercado do veículo, geralmente utilizando a Tabela Fipe como referência.

Após essa avaliação, a seguradora solicita todos os documentos necessários e, se não houver problema em nenhuma etapa do processo, começa a contagem de um prazo — que costuma variar entre 30 e 45 dias — para o pagamento da indenização diretamente na conta bancária do segurado.
Já em casos de perda parcial, a seguradora autoriza e paga os reparos diretamente à oficina credenciada, cobrindo os custos conforme estipulado na apólice.
Quando a seguradora pode não pagar o sinistro?
Existem situações em que a seguradora pode se recusar a pagar a indenização do sinistro. Uma das principais razões é a não cobertura do evento pela apólice contratada, como em casos de direção sob efeito de álcool ou substâncias ilícitas, ou uso do veículo para fins não declarados, como transporte de passageiros mediante remuneração.
A ausência ou atraso no pagamento do seguro também pode levar à negativa de cobertura. Além disso, a falta de documentação necessária ou a apresentação de informações falsas ou fraudulentas pode resultar na recusa do pagamento.
Aqui vai uma dica para evitar problemas assim: leia atentamente os termos do contrato e cumpra suas obrigações para garantir a cobertura adequada diante de uma necessidade.
Veja também: Como escolher o melhor seguro auto
Quais são os direitos dos terceiros em caso sinistro com veículo?
Terceiros envolvidos no sinistro também têm direitos que devem ser respeitados. Por exemplo: se o condutor do veículo segurado for responsável pelo acidente, a apólice de seguro pode cobrir os danos materiais e corporais causados ao terceiro. Isso inclui:
- Custo de reparos do veículo;
- Despesas médicas;
- Indenizações por invalidez ou morte.
Para isso, as pessoas lesadas pelo sinistro devem entrar em contato com a seguradora do responsável, fornecendo toda a documentação necessária, e a partir disso a seguradora tem a obrigação de avaliar o caso e, se comprovada a responsabilidade do segurado, realizar o pagamento das indenizações devidas.
É possível comercializar um carro com histórico de sinistro?
Sim, é possível comercializar um carro com histórico de sinistro, mas é importante estar ciente de algumas particularidades. Carros sinistrados, especialmente aqueles com perda total, costumam ficar em posse da seguradora, mediante o pagamento da indenização integral. Neste caso, o segurado não teria a opção de vender o veículo posteriormente.
Já quando o veículo é recuperado e retorna ao mercado, deve ter a situação devidamente registrada no documento do carro, indicando que passou por um sinistro. Além disso, potenciais compradores devem ser informados sobre o histórico do veículo.
Vale adiantar, inclusive, que vender um carro sinistrado sem declarar seu histórico pode resultar em problemas legais para o vendedor e dificuldades para o comprador em caso de novos sinistros ou ao tentar vender o veículo novamente.
Vale a pena comprar um veículo recuperado de sinistro?
Isso depende de alguns fatores. Embora esses veículos sejam vendidos, geralmente, por preços mais baixos do que carros sem histórico de sinistro, nós recomendamos que uma avaliação seja feita.
Isso porque, se todos os reparos foram feitos adequadamente e não há danos estruturais, a oportunidade pode valer a pena. Do contrário, você pode ter prejuízos mais à frente ou mesmo colocar a sua segurança em risco.

Além disso, considere a dificuldade de revenda futura, pois muitos compradores evitam carros com histórico de sinistro. Pese os benefícios do custo reduzido contra os potenciais riscos e desafios antes de tomar uma decisão.
Leia também: Qual é o preço de um seguro auto
Como verificar que um carro tem sinistro?
Você pode solicitar o histórico do veículo, que pode ser obtido com o próprio Detran.
Esses relatórios fornecem informações detalhadas sobre o passado do veículo, incluindo registros de sinistros, leilões e vistorias anteriores.
Também é importante inspecionar o veículo pessoalmente ou com a ajuda de um mecânico, procurando por sinais de reparos extensivos, pintura recente ou desalinhamento estrutural, que podem indicar um passado de sinistro.
Como consultar no Detran se o carro é sinistrado?
O processo é relativamente simples. Você pode acessar o site do Detran do seu estado e procurar pela seção de consulta de veículos. Geralmente, é necessário fornecer o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e a placa do veículo.
Após inserir essas informações, você poderá acessar o histórico do carro, incluindo registros de sinistros, pendências de multas, IPVA e licenciamento.
Como mencionamos ao longo do artigo, essa consulta é muito importante para garantir que você está comprando um veículo em conformidade com as leis e sem problemas ocultos.
Há possibilidade de tirar sinistro de um carro?
Uma vez registrado, o sinistro de um carro não pode ser “tirado”, removido ou apagado do histórico do veículo. O registro é uma informação permanente que fica vinculada ao carro e isso é feito para garantir a transparência e a segurança nas transações de compra e venda de veículos usados.
No entanto, é possível restaurar um veículo sinistrado para que ele volte a ser seguro e funcional, como já mencionamos. Mas vale repetir: o histórico de sinistro ainda estará presente nos registros oficiais e deverá ser informado em futuras negociações.
É possível fazer seguro de um carro com sinistro?
Sem dúvidas! O que pode acontecer é que, ao longo da contratação, existam algumas limitações e condições específicas. E tudo porque muitas seguradoras tendem a ser mais cautelosas ao oferecer cobertura para veículos sinistrados, especialmente se os danos foram severos.
Dessa maneira, o prêmio do seguro pode ser mais alto, além da possibilidade de existir a recusa ou restrição por alguma cobertura em decorrência dos sinistros anteriores.
Por isso, informe à seguradora sobre o histórico de sinistro do veículo no momento da cotação para evitar problemas futuros em caso de sinistro.
Veja também: Não sou cliente Pier: posso acionar o seguro?
A boa notícia é que algumas seguradoras têm políticas mais flexíveis para veículos recuperados de sinistro, então vale a pena pesquisar e comparar diferentes opções antes de contratar um seguro automotivo sem o devido planejamento.
E por falar nisso, que tal conferir tudo o que a 1º seguradora digital do Brasil pode fazer pelo seu veículo?
A Pier tem os preços mais atrativos porque usamos a inteligência de dados para precificar riscos da forma mais assertiva. Ou seja: isso não tem nada a ver com baixa qualidade, mas com assertividade na precificação.
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Conclusão
Compreender o que é um sinistro de carro e os diferentes tipos de ocorrências que podem afetar seu veículo é essencial para se preparar ou mesmo evitar imprevistos.
Por isso, mostramos neste post como proceder em caso de um sinistro — desde acionar a seguradora até lidar com a vistoria de danos e o pagamento da indenização — para lidar com essas situações de maneira eficaz e tranquila.
Com o conhecimento adequado, você terá muito mais assertividade para proteger seu patrimônio e sua segurança (e a de terceiros) no trânsito!
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