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Movimentar o corpo para curar a alma

Movimentar o corpo para curar a alma

Uma rápida pesquisa no Google revela: são mais de 9 milhões de resultados quando pesquisamos os termos exercícios físicos e bem-estar emocional. Esses números não impressionam à toa: movimentar o corpo realmente colabora para a qualidade de vida e o equilíbrio da mente.

Há diversas pesquisas por aí que apontam os efeitos positivos da atividade física para a saúde mental. É o caso, por exemplo, do estudo divulgado no ano passado pela revista The Lancet Psychiatry, que avaliou tais impactos ao acompanhar a rotina de mais de 1 milhão de americanos entre 2011 e 2015.

Entre as descobertas dos pesquisadores estão o alívio de sintomas como cansaço e falta de motivação em pessoas com tendência depressiva. Segundo eles, quem se exercita com frequência tende a ter menos dias estressantes ao longo da semana. Além disso, esportes coletivos costumam oferecer efeitos ainda melhores, já que estão associados ao poder da socialização. 

A psicóloga Renata Garutti Rossafa, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso, concorda com a conclusão do estudo. Ela explica que as atividades físicas ajudam na produção de hormônios ligados à felicidade: serotonina, dopamina e endorfina.

“Esses neurotransmissores atuam em áreas específicas do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Sua liberação é facilitada pela atividade física. Fora isso, mexer o corpo proporciona um momento de autocuidado importante para evitar o sedentarismo e o estresse”, complementa. 

A melhor atividade é a que te faz feliz

A escolha da atividade física é algo muito pessoal. Pode partir, por exemplo, de uma recomendação médica. Mas, em geral, ela deve ser feita mesmo por afinidade. Ou seja, você pode testar diferentes opções até encontrar o exercício que não só se encaixa na sua rotina, mas faz seus olhos brilharem e sua disposição disparar. 

“Você pode escolher uma luta, que desenvolve foco e disciplina, além de carregar em seus conceitos o valor simbólico da honra e da coragem. Ou então algo mais atual, como o crossfit, que estimula a superação de limites e maior desempenho físico”, sugere Renata. 

O importante, diz a psicóloga, é garantir que sua dose semanal de exercícios seja fonte de diversão. “Caso contrário, isso vai se transformar em um martírio e gerar insatisfação ao invés de prazer. Uma das vantagens que a vida contemporânea nos presenteia é justamente a possibilidade de escolher entre tantas opções disponíveis.”

Piers em movimento

Na Pier nós estimulamos a plenitude e o equilíbrio entre corpo e mente. A maior parte da equipe pratica algum tipo de exercício físico e nossos horários são flexíveis exatamente para que cada um possa organizar a sua rotina da melhor forma possível. Isso significa incluir exercícios e práticas que possam agir de forma positiva no corpo e na mente. Também temos o Gympass para quem gosta de se exercitar de forma diferente em muitos lugares!

Por aqui, a Chell, que cuida das belas artes que você vê em nossa comunicação, já praticou jazz, ginástica localizada, corrida, dança do ventre, musculação, kung fu. “Hoje estou no tecido acrobático, pilates e yoga para gestantes.”, conta.  Ela explica que atividade física sempre esteve ligada ao seu estado de saúde, pois trabalha muito tempo sentada. “Depois de um tempo a atividade física se tornou meu suporte no tratamento da ansiedade e hoje já não me vejo sem fazer algo. O corpo pede a cabeça agradece.”

A Jana, que cuida do blog, faz academia há alguns anos e também já fez aulas de yoga, dança do ventre e dança de salão. Ela costuma caminhar bastante. “Houve uma época em que eu ia e voltava a pé do trabalho. Eram cerca de 6 quilômetros diárias e aquela rotina me ajudou não apenas fisicamente, como emocionalmente.”, conta. “Hoje costumo fazer algumas caminhadas maiores nos fins de semana, e durante a semana me policio para manter a frequência mínima e necessária na academia. Sinto diferença total no meu humor!”, explica.


Bem-estar que une corpo e alma

O bailarino Rafael Facundo, professor de street dance de Brasília (DF), descobriu a força da dança quando era adolescente. Há quase 15 anos ele segue usufruindo de todos os benefícios do exercício físico. “A dança é expressão artística. É uma forma de mostrar sentimentos sem palavras, de melhorar a energia interna e transbordar com a singularidade dos movimentos corporais. Essa arte une corpo, mente, coração e alma. Cada um, à sua maneira e no seu tempo, se redescobre e se reconecta com emoções que podem ter se perdido ao longo dos anos”, ressalta. 

Muitos alunos de academias de dança procuram a atividade como uma espécie de terapia que ajuda a combater sintomas de problemas como ansiedade e depressão. “A maioria dos meus alunos busca a dança para vencer um desafio emocional”, afirma Rafael. 

“Gosto da história, por exemplo, de um aluno que começou as aulas, aos 12 anos, porque seu pai havia falecido e que, por causa da depressão, não saía mais de casa.” O bailarino e professor lembra que, no início, o garoto sequer se movia ou sorria. “Com o tempo, ele não só começou a se divertir, dançar e conversar, como também superou a depressão e chegou a ganhar três prêmios como bailarino em festivais de dança”, conta orgulhoso.

Nas aulas de dança você pode mover o corpo de formas diferentes, interagir com outras pessoas, superar limites e conquistar equilíbrio emocional. Rafael define cada movimento como uma explosão de sentimentos que narram uma história. Para ele, a dança é capaz de mudar sensações, anulando, diminuindo e transformando sentimentos negativos em positivos. “Com a dança, o ser humano pode voar sem tirar os pés do chão.” 

Na Pier também temos quem gosta de dançar para se exercitar e cuidar do emocional! Nosso co-founder Lucão, por exemplo, adora dançar salsa. E você, o que gosta de fazer para cuidar do corpo e da mente? Conta pra gente!