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Neurociência: ela nos ajuda a entender hábitos de consumo

Neurociência: ela nos ajuda a entender hábitos de consumo

Neste mês de novembro decidimos trazer mais conteúdo sobre consumo consciente e educação financeira em nossos canais. Você sabe que a Pier apoia a transparência e a honestidade em tudo que faz, e não poderia ser diferente quando falamos em compras. 

Queremos que você adquira um seguro se isso fizer sentido para você, por isso deixamos bem claro tudo que oferecemos e possibilitamos que você contrate ou cancele quando bem entender. 

Ao mesmo tempo, acreditamos que precisamos trazer mais conteúdo relacionado a consumo para que você saiba como tomar as melhores decisões para seu bolso e sua vida. 

A seguir, você acompanha uma entrevista com o neurocientista e fundador da Forebrain Billy Nascimento. Ele explica como nosso cérebro funciona na hora de comprar, economizar ou investir, entre outros pontos importantes!

Pier: No ambiente organizacional, como vê a importância de falarmos no uso da neurociência voltada ao equilíbrio financeiro? Sabemos que funcionários com problemas financeiros não conseguem produzir direito. É possível melhorar estas questões através da neurociência?

Entender como nosso cérebro funciona e como cria hábitos e comportamentos que não são bons para nós mesmos é uma forma de construirmos aprendizados que não estavam disponíveis até então para o ambiente corporativo. Por isso, a neurociência pode te ajudar a economizar mais, investir mais, ou ser menos impulsivo, comportamentos que levam as pessoas a sofrerem mais com as finanças pessoais

Pier: Nossas emoções podem afetar a razão quando se fala em compras por impulso, gastos excessivos? Dá para lidar melhor com isso?

Na verdade, todos os nossos comportamentos de tomada de decisão são realizados por um conjunto de fatores racionais e emocionais. Sem emoção, fazemos piores decisões, como os trabalhos do neurocientista português Antonio Damásio demonstram. A questão é utilizar as nossas emoções e racionalidades a favor de comportamentos que possam trazer consequências boas no longo prazo para as nossas vidas.

Comportamentos impulsivos não são ruins. Se você se depara com um perigo iminente ou uma oportunidade de ganho, o impulso direciona um comportamento rápido e intuitivo que, em si mesmo, não pode ser considerado ruim. O problema é quando somos “sequestrados” por esses mecanismos em favor de situações que não trazem benefícios de longo prazo pra nós mesmos. Nesse caso, o importante é entender as causas psicológicas que nos induzem a estes comportamentos irracionais que prejudicam nossa vida financeira.

Pier: Podemos nos “bloquear” diante de tantos estímulos voltados ao consumo, especialmente nesta época do ano?

Não conseguimos bloquear as informações que nos chegam a todo instante. O que podemos fazer é criar pequenas metas, anotações mentais, que ajudem a superar o prazer gerado em uma compra impulsiva ou no gasto imediato de recursos financeiros.

Metas como “determinar um quantia X do salário não será gasto e sim investido”, “não utilizar o 13o para compras supérfluas” só funcionam quando você se compromete, principalmente de forma pública, e age, antes de estar exposto aos estímulos que convergem para o impulso.

Pier: Nossa forma de pensar pode ajudar na aquisição de prosperidade? Como?

Os hábitos criados que visam investir e usufruir das riquezas construídas ao longo do tempo são saudáveis e importantes para uma vida melhor. Não podemos esquecer que tão prejudicial quanto estarmos escravos de nossos comportamentos impulsivos de gastos é estarmos presos a comportamentos obsessivos de avareza. Portanto, o que mais precisamos buscar é o equilíbrio de um cérebro que não está dominado por seus sistemas de recompensa, que tanto agem para a gratificação instantânea, quanto na criação de obsessões e compulsões daqueles que chamamos de pão-duros.

Pier: Como fazer boas escolhas financeiras usando nosso potencial cerebral? Dá para treinar um comportamento mais analítico na hora de comprar, de gastar, de lidar com dinheiro? Poderia dar algumas dicas?

  • Estabeleça metas;
  • Crie hábitos possíveis e pequenos;
  • Não tente realizar transformações gigantescas em curto espaço de tempo;
  • Dê tempo de seu cérebro aprender que investir e ver seu dinheiro render pode ser tão prazeroso quanto comprar o último lançamento do gadget eletrônico;
  • Crie atividades prazerosas que estejam além do consumo;
  • Dê tempo pra sua família, para atividades junto a natureza e esporte, isso fará com que seu cérebro não fique dependente de uma fonte única de satisfação e prazer que é a compra;
  • No fim, viver uma vida equilibrada é viver na construção de hábitos e comportamentos equilibrados que favoreçam, por fim, o seu equilíbrio cerebral.