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Proteção contra fraudes: por que é importante e como aplicar no dia a dia?

por Time Pier
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Proteção
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Você já encontrou alguma promoção que parecia boa demais para ser real e que, no fim, não era mesmo de verdade? Elas são classificadas como golpes na Internet, algo que, em nosso país, é muito frequente.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa Experian, no ano de 2017 uma tentativa de fraude era feita a cada 16 segundos. Porém, a situação ficou pior; entre fevereiro de 2019 até fevereiro de 2020, dados da Axur apontam que o phishing no Brasil aumentou em um valor recorde de 308,17%.

Isso pode ser feito por meio do WhatsApp, Facebook Messenger, e-mail ou redes sociais, mas o fim é o mesmo: uma mensagem ou página de site falso que normalmente possui alguma oferta e pede os dados pessoais e bancários. O resultado? Fraudes, dores de cabeça, perda de dinheiro (na maioria das vezes) e de tempo também.

A boa notícia é que, apesar de ser um cenário ruim, existe uma forma de evitar isso e tudo começa com a proteção contra fraudes, que é o assunto do conteúdo de hoje. Então, para quem pergunta como evitar golpes na Internet e ter a proteção necessária, continue lendo este texto que a Pier fez para você, saiba tudo sobre o assunto e evite maiores problemas.

 

O que são os golpes virtuais?

Você sabe o que é golpe na Internet? Antes de explicar como se proteger, é fundamental entender o que eles são a fim de que a segurança seja mais efetiva. Ele é uma forma de manipular a vítima a fazer o que o golpista deseja. Existem diversos meios que podem ser usados, seja SMS, mensagem instantânea em aplicativo, e-mail, ligação ou outra forma de contato direta com uma pessoa.

Os dois tipos mais vistos são o phishing e o pharming. No primeiro, a pessoa se passa por uma instituição famosa, enquanto no segundo, você é redirecionado para um site falso. Em ambos os casos a ideia é coletar dados pessoais e usar como bem entender.

Nessas situações – e já serve de alerta e dica de proteção contra fraude caso seja um destinatário desconhecido ou uma situação suspeita – é comum ter um link para clicar, arquivo para fazer download, contato para falar sobre dinheiro para receber ou nome no Serasa, solicitação de ajuda (até mesmo doações para causas sociais) ou avisos sobre falha de segurança, entre outros.

Na maioria das vezes, a pessoa por trás do golpe finge ser de uma empresa ou banco confiável, levando você a acreditar que ele trabalha no local e alegando que você sofreu algum problema que será resolvido, como a clonagem do cartão, por exemplo.

O problema, porém, é que após você passar todos os dados do cartão (ou entregar a um motoboy, que também é outra forma como os criminosos podem agir), ele vai fazer a clonagem ou gastar dinheiro em seu nome.

Recentemente, também surgiram golpes onde o cybercriminoso se passa por outras pessoas. Ou seja, o transgressor consegue a foto de alguém ou clona o WhatsApp de uma pessoa, pega o acesso aos contatos e entra em contato com eles pedindo ajuda em nome dessa pessoa.

 

Quais os objetivos destes ataques?

Apesar de existir mais de um tipo de ataque o qual uma pessoa está sujeita a sofrer caso não tome os devidos cuidados ou não saiba como se proteger na Internet, o objetivo é sempre o mesmo: roubar informações ou a identidade de uma pessoa.

Consequentemente, seja por meio de um pagamento para ter a liberação, a intenção de quem realizou o ataque é tirar dinheiro da vítima.

E é exatamente por isso que a proteção é a melhor forma por ser suficiente para evitar perder recursos. Não importa qual é a quantia total, mas sim o fato de não perder dinheiro e estar bem protegido.

 

É possível se proteger contra fraudes?

Mesmo que pareça difícil ou que o cenário não seja o mais favorável ou positivo possível, existem maneiras para aumentar a proteção e evitar passar por situações como essas. Tudo começa reconhecendo que pode ser um ataque, e foi por isso que começamos o texto falando sobre o que é quais os objetivos. Mas, então, como ter mais segurança na Internet?

Independentemente do tipo de ataque, lembre-se que nenhum banco ou empresa a qual você seja cadastrado fará qualquer solicitação de informações pessoais, então nunca passe esses dados, seja por telefone, mensagem ou e-mail. Somado a isso, aplique também os seguintes cuidados enquanto navegar na web:

  1. Não confie em ofertas muito vantajosas ou muito altas;
  2. Analise se o site é o oficial da empresa em questão, principalmente antes de colocar dados pessoais;
  3. Nunca mande suas senhas para outras pessoas, especialmente por e-mail ou mensagem;
  4. Evite clicar em links, principalmente se eles vierem de remetentes desconhecidos;
  5. Confirme a autenticidade das informações presentes no site;
  6. Ao fazer compras pela Internet, dê preferência para o uso de cartões virtuais;
  7. Nunca faça o download de arquivos enviados por remetentes desconhecidos.

Somado a todos estes cuidados, procure sempre navegar por sites seguros, lembrando que a forma de identificar um é bem simples. Na barra de endereço, antes do “www.”, deve ter um ícone de cadeado. Caso possua, você pode ficar tranquilo sabendo que é um site verdadeiro.

Algumas dessas dicas podem ser consideradas pequenas ou simples, mas pode ter certeza de que elas são um grande diferencial para aumentar a proteção de dados e reduzir a possibilidade de sofrer um ataque virtual.

 

Existem dicas específicas para celulares?

No geral, as dicas que trouxemos no tópico anterior também servem para celular. O principal ponto, no entanto, é a necessidade de ter atenção redobrada principalmente ao clicar em links ou baixar arquivos, excepcionalmente se forem enviados por pessoas que você não conhece.

Mas existem também ações que você pode adotar especificamente para aumentar a segurança nos aparelhos celulares, como por exemplo:

➡️ Utilizar gerenciadores de senha (é muito melhor do que deixar as senhas salvas no navegador ou deixar no modo de autocompletar);

➡️ Proteger os aplicativos com senhas, sempre que possível;

➡️ Configurar a verificação em duas etapas nas contas que você possui e acessa via celular;

➡️ Ter uma senha (forte e que só você saiba) na tela de bloqueio do aparelho;

➡️ Não instalar aplicativos de fora da Play Store ou da App Store;

➡️ Tomar cuidado ao compartilhar códigos ou clicar em links recebidos por SMS;

➡️ Evitar enviar, ou consultar, dados sensíveis por redes de Wi-Fi públicas;

➡️Manter os aplicativos e sistema operacional do telefone em dia;

➡️ Usar a rede VPN para esconder a conexão e redirecionar o tráfego pelos sites a fim de não conceder dados como a localização.

Somado a estes, caso você perca o celular ou seja furtado, a melhor coisa a se fazer é apagar os dados. Isso é feito de forma remota e externa, mas depende do tipo de aparelho que você possui.

Para usuários do Android, basta entrar no site para encontrar o dispositivo do Google. E se você possui um iOS, basta acessar o site de suporte da Apple. Em todos os casos, após o cadastro do dispositivo você pode fazer o bloqueio e formatação remota se algo acontecer.

 

O que fazer se cair em golpe virtual

Sofri um golpe na Internet, o que fazer? A primeira coisa, mesmo sendo difícil, é manter a calma. De cabeça quente nada vai funcionar, então respire fundo e siga as seguintes medidas:

➡️ Faça uma denúncia na delegacia de polícia – lembrando que você pode fazer um BO online se preferir;

➡️ Troque as suas senhas, seja de conta bancária, e-mail, rede social ou aplicativos que precisam de login;

➡️ Avise pessoas próximas a você, principalmente caso o problema tenha sido um hackeamento ou clonagem de perfil, celular, WhatsApp ou outros problemas parecidos;

➡️ Entre em contato com o banco e acompanhe o extrato para analisar movimentações suspeitas;

➡️ Cancele os cartões, caso tenha passado os dados do seu cartão;

➡️ Guarde diálogos, fotos, e-mails e tudo o que comprova a fraude e pode ajudar a encontrar os suspeitos.

Este último ponto será fundamental principalmente ao entrar em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, seja digital ou presencialmente.

Sempre que receber algum e-mail ou mensagem instantânea que possivelmente seja um ataque, não se esqueça de denunciar os golpes na Internet, alertar amigos e familiares e usar o botão para classificar como spam, tudo para máxima proteção.

 

Existe alguma lei para aumentar a proteção das informações?

A esta altura, vemos que existe uma alta relação entre dados pessoais e segurança na Internet. E é exatamente com base nisso que foi criada a Lei nº 13.709/2018, que diz respeito ao tratamento dos dados pessoais.

Conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD, ela regula como deve ser feito o tratamento dos dados a fim de proteger os direitos de liberdade e privacidade.

Ela funciona principalmente sobre as empresas que possuem um banco de dados dos clientes, garantindo que as instituições usarão boas medidas de segurança para não sofrer ataques e evitar, ao máximo, que ocorra um vazamento das informações pessoais de cada cliente.

E quando pensamos que tudo o que fazemos na Internet ocasiona a coleta de dados, vemos que esta Lei possui papel fundamental em nossos dias. Mas é importante saber que ela oferece uma proteção do titular dos dados para com as empresas. Se você sofrer algum tipo de ataque virtual por conta própria, a Lei não será responsável por punir os cybercriminosos, mas sim empresas que estiverem agindo fora do que a lei define como padrão.

Consequentemente, seguir todas as dicas que trouxemos neste conteúdo é fundamental para que você esteja o mais protegido possível. E se você gostou do conteúdo de hoje e quer saber mais dicas sobre como se proteger na Internet e conhecer mais do universo de celulares, não deixe de conferir o Blog da Pier para mais conteúdos como esse!

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