Os “piores carros para comprar” pode ser um título oportunista, mas preparamos uma lista que mostram como certos modelos são, historicamente, marcados menos pelos seus atrativos e mais pela apresentação de problemas crônicos — além de um alto custo de manutenção e baixa confiabilidade em geral.
Isso faz com que o comprador gaste muito mais do que o previsto com reparos e serviços mecânicos. Por isso, vale a pena conhecer esses que são conhecidos como os “piores carros para comprar” e, assim, fazer uma análise detalhada para certificar-se de que a sua decisão será, de fato, assertiva.
Boa leitura!
Por que é importante escolher bem ao comprar um carro usado?
Ao adquirir um carro usado, o comprador geralmente busca economia. No entanto, essa decisão pode rapidamente se transformar em prejuízo se o carro escolhido apresentar defeitos recorrentes ou demandar manutenções caras.
Modelos com histórico de problemas crônicos, falhas de design e peças de reposição caras podem aumentar o custo de posse do veículo. Portanto, é fundamental escolher com cautela e estar bem informado sobre os modelos disponíveis no mercado.
Um dos principais motivos para evitar certos modelos de carros usados para comprar é o fato de que esses modelos podem desvalorizar com rapidez, além de exigirem frequentes idas à oficina.
Isso não só gera estresse, mas compromete o valor de revenda do veículo, resultando em perdas financeiras. Com a ajuda deste guia, você poderá fazer uma escolha mais segura e evitar essas armadilhas.
9 modelos de carros usados para não comprar
Confira, a seguir, 9 exemplos de carros usados para não comprar!
1. Fiat Stilo
O Fiat Stilo, lançado no início dos anos 2000, logo se destacou por seu design moderno e conforto interno. Contudo, com o tempo, começou a ganhar má reputação devido aos frequentes problemas, especialmente relacionados à suspensão e caixa de direção.
Além disso, a eletrônica embarcada costuma apresentar defeitos, especialmente nos modelos equipados com teto solar elétrico.
E tem mais: a desvalorização do Fiat Stilo é outro ponto a se considerar. Por ser um modelo com baixa procura no mercado de usados, revender esse carro pode ser um grande desafio.
2. Renault Megane
O Renault Megane, em suas versões sedã e hatch, é conhecido por seu bom espaço interno e conforto ao dirigir. No entanto, os modelos usados desse carro são frequentemente alvo de críticas devido à sua confiabilidade.
Problemas na parte elétrica tendem a ser comuns no modelo. Assim como algumas falhas apresentadas nos sensores, faróis e até mesmo no sistema de ar-condicionado, o que resulta em visitas frequentes à oficina e também em altos custos de reparo.
Outro ponto é a manutenção cara. As peças de reposição, muitas vezes importadas, têm valores elevados, o que pode transformar pequenas manutenções em um grande peso no bolso.
3. Peugeot 307
O Peugeot 307 tem uma série de pontos positivos, como um design moderno e boa dirigibilidade. No entanto, as falhas no sistema eletrônico tornam esse modelo uma dor de cabeça para muitos proprietários.
Sensores defeituosos, falhas no ar-condicionado e problemas no câmbio automático estão entre as principais queixas. Além disso, muitos relatam problemas no motor, principalmente nas versões com mais de 100 mil km rodados, o que aumenta os gastos com manutenção.
A dificuldade em encontrar peças e o custo elevado de reparos são fatores que fazem o Peugeot 307 figurar entre os carros usados para não comprar.
Além disso, como a desvalorização desse modelo é acentuada, pode ser difícil revendê-lo no futuro sem grandes perdas financeiras.
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4. Citroën C4
O Citroën C4 é outro exemplo de carro com problemas crônicos. Embora tenha um design atraente e seja confortável, especialmente em suas versões mais completas, a manutenção desse modelo costuma ser cara e complicada.
Problemas no câmbio automático e alto consumo de combustível são queixas frequentes, além de falhas no sistema de direção e na suspensão. Esses defeitos fazem com que o custo de propriedade do C4 seja elevado, o que o coloca nesta lista dos “piores carros para comprar”.
Além disso, muitos mecânicos relatam que as peças de reposição do Citroën C4 são caras e difíceis de encontrar, especialmente em cidades menores. Isso significa que, além de gastar com as peças, você pode esperar mais tempo para que os reparos sejam concluídos.
5. Volkswagen Jetta 2.5 (antigos)

O Volkswagen Jetta 2.5, especialmente os modelos mais antigos, têm um desempenho impressionante e um motor potente. No entanto, o consumo elevado de combustível e os problemas no câmbio automático são grandes desvantagens.
Existem relatos de falhas no câmbio Tiptronic, o que pode resultar em reparos caros. Além disso, a manutenção geral desse modelo é mais cara, pois peças como amortecedores e pastilhas de freio têm custos elevados.
Se você está em busca de economia de combustível e de manutenção, o Jetta 2.5 pode não ser a melhor escolha. Pois, por mais que tenha um desempenho satisfatório, os custos de mantê-lo podem se tornar um fardo para o proprietário.
6. Chevrolet Captiva
A Chevrolet Captiva, lançada com grande expectativa como um SUV de luxo acessível, acabou ganhando má reputação entre os compradores de usados devido a uma série de problemas mecânicos e alto custo de manutenção.
Um dos principais problemas é o motor, especialmente na versão V6, que apresenta alto consumo de óleo e, em alguns casos, pode precisar de uma retífica completa antes mesmo dos 100 mil km rodados.
Além disso, a transmissão automática do modelo também é alvo de reclamações, com falhas frequentes e reparos caros.
Outro ponto é o consumo elevado de combustível, principalmente nas versões mais antigas. O desgaste das peças e a desvalorização acentuada no mercado de usados fazem com que esse modelo seja uma escolha arriscada, colocando-o entre os carros usados para não comprar (ou para avaliar com muito cuidado antes de adquiri-lo).
7. Ford EcoSport (modelos anteriores a 2017)
Embora o Ford EcoSport seja um dos SUVs compactos mais populares do Brasil, os modelos anteriores a 2017 são conhecidos por apresentar problemas recorrentes, especialmente nas versões com câmbio automático Powershift.
O Powershift foi alvo de muitas críticas e reclamações devido a defeitos constantes, como superaquecimento, trancos durante as trocas de marchas e a necessidade de reparos frequentes, que muitas vezes não resolviam completamente o problema.
Além do câmbio, a suspensão do EcoSport tende a apresentar desgaste prematuro, especialmente em ruas e estradas irregulares, o que leva a custos adicionais de manutenção.
Para quem busca um SUV compacto usado, é melhor evitar os modelos mais antigos do EcoSport, optando por opções mais recentes ou alternativas de outras marcas.
8. Jeep Renegade 1.8 Flex
O Jeep Renegade, apesar de seu visual robusto e off-road, tem sido alvo de críticas na versão equipada com o motor 1.8 Flex. O principal problema é o consumo elevado de combustível em comparação com outros SUVs compactos da mesma categoria.
Além disso, a performance do motor é considerada fraca para o peso do veículo, resultando em uma dirigibilidade lenta, especialmente em ultrapassagens e subidas.
Outro ponto a ser considerado é que, apesar de ser um carro moderno, o Renegade 1.8 Flex possui um custo de manutenção relativamente alto, com peças caras e difíceis de encontrar.
9. Kia Carnival
A Kia Carnival, uma minivan espaçosa e confortável, foi popular durante muitos anos entre famílias grandes. No entanto, os modelos mais antigos desse carro apresentam problemas graves de confiabilidade mecânica, especialmente relacionados ao motor e à transmissão.
A Carnival é conhecida por falhas no motor V6, que podem resultar em reparos caros, além de frequentes problemas na transmissão automática, que afetam a dirigibilidade.
Além disso, o custo de manutenção da Kia Carnival é alto, com peças de reposição caras e difíceis de encontrar, o que pode ser um grande obstáculo para quem busca uma minivan usada.
A desvalorização do modelo também é acentuada, tornando a revenda mais complicada.
Como evitar comprar carros problemáticos? Veja 5 dicas!
Com uma seleção de “piores carros para comprar” em suas mãos, é possível tornar a sua aquisição mais tranquila e alinhada aos seus objetivos com algumas orientações básicas para evitar esses e outros carros problemáticos.
A seguir, separamos esses aspectos vitais em sua análise. Confira!
1. Verifique o histórico do veículo
Antes de fechar negócio, é crucial verificar o histórico do carro. Muitos veículos usados podem ter passado por acidentes, consertos mal feitos ou até mesmo adulterações de quilometragem.
Utilizar plataformas especializadas para consultar o histórico do veículo pode te ajudar a identificar esses problemas e evitar surpresas desagradáveis. Além disso, verifique se há pendências como:
- Multas;
- Impostos atrasados;
- Bloqueios judiciais.
Consultar o histórico também te permite conhecer o número de donos anteriores e se o veículo foi bem cuidado. Carros com muitas trocas de proprietários em um curto período de tempo podem ser um sinal de problemas crônicos.

2. Faça uma vistoria completa
Mesmo que o carro pareça estar em boas condições externas, é fundamental realizar uma vistoria completa com a ajuda de um mecânico de confiança.
Durante a vistoria, o profissional poderá identificar problemas estruturais, falhas no motor, desgastes na suspensão e outros defeitos que podem não ser visíveis a olho nu.
Isso é especialmente importante ao lidar com modelos que têm histórico de problemas recorrentes.
Além de evitar comprar um dos piores carros para comprar, a vistoria ajuda a garantir que você não estará assumindo um carro que, em pouco tempo, precisará de reparos caros ou até mesmo terá sua segurança comprometida.
3. Considere os custos de manutenção
Ao comprar um carro usado, é essencial pesquisar sobre os custos de manutenção do modelo. Algumas marcas e modelos têm peças de reposição mais caras ou exigem manutenção mais frequente, o que pode acabar pesando no bolso.
Carros de montadoras francesas, por exemplo, tendem a ter um custo de manutenção alto devido à dificuldade de encontrar peças, além da necessidade de serviços especializados.
Portanto, ao escolher um carro, consulte o valor médio das revisões e procure opiniões de outros proprietários sobre a disponibilidade e o preço das peças.
Isso pode te ajudar a evitar surpresas desagradáveis e escolher um carro que seja economicamente viável a longo prazo.
4. Atenção ao consumo de combustível
O consumo de combustível é um fator que deve ser analisado com cuidado, pois pode impactar diretamente no seu orçamento mensal.
Carros com motores maiores, como o Jetta 2.5 mencionado anteriormente, costumam ter um consumo elevado, o que pode ser inviável para quem utiliza o carro no dia a dia ou percorre grandes distâncias.
Embora o desempenho desses carros seja atraente, o gasto excessivo com combustível pode pesar no bolso. Por isso, procure por modelos com bom histórico de consumo e que sejam compatíveis com suas necessidades.
Se você roda muito na cidade, por exemplo, veículos compactos com motores menores são boas opções.
5. Desconfie de preços muito baixos
Por fim, lembre-se que preços muito abaixo da média do mercado podem ser um indício de problemas ocultos. Veículos que sofreram acidentes graves, adulterações ou que estão com peças desgastadas costumam ser vendidos por preços mais baixos.
A tentação de economizar pode levar a uma compra problemática e a gastos inesperados com manutenções emergenciais.
Leia também: 15 manutenções preventivas que devem ser feitas no carro
Verifique a média de preços do modelo que você deseja adquirir e desconfie de valores muito baixos. Nesses casos, é fundamental investigar mais a fundo o estado do carro e, se possível, evitar o negócio.
A importância de contar com um seguro automotivo

Independentemente do carro que você escolher, contar com um bom seguro automotivo é fundamental para proteger seu investimento.
Veículos usados podem apresentar defeitos inesperados, e estar assegurado contra imprevistos garante que você não ficará no prejuízo em caso de acidentes, furtos ou problemas mecânicos.
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Além disso, o seguro auto da Pier pode cobrir desde pequenos danos até acidentes de maior gravidade, oferecendo tranquilidade para você rodar por aí com seu veículo usado, sabendo que está protegido contra diversos imprevistos.
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